Ferrovia Centro-Atlântica aprova aumento de capital de R$ 1,5 bi com novas ações

A FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) informou, em fato relevante, que aprovou aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, conforme deliberação em assembleia realizada na quinta-feira (30). A operação será feita por meio da capitalização de AFAC (Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital), com a emissão de 157,8 milhões de novas ações ordinárias.

Com a operação, o capital social da companhia passa de cerca de R$ 4,665 bilhões para R$ 4,667 bilhões. As novas ações serão emitidas ao preço aproximado de R$ 9,50 por papel.

Os acionistas com posição na companhia ao fim do pregão desta quarta-feira terão direito de preferência para subscrever os papéis, na proporção de 0,307 ação nova para cada ação detida. O prazo para exercício desse direito vai de 4 de maio a 3 de junho de 2026.

Segundo o comunicado, os recursos do aumento decorrem de aportes já realizados anteriormente pela VLI Multimodal., que poderão ser convertidos em participação acionária. Caso haja sobras de ações não subscritas pelos atuais acionistas, elas também poderão ser destinadas à empresa.

A companhia informou ainda que acionistas que não participarem da operação poderão sofrer diluição de até 44,34% em sua participação. As ações passarão a ser negociadas “ex-direitos” a partir de 5 de maio.

Fonte: Agência Infra 

Aeroporto de Congonhas comemora 90 anos com preservação do patrimônio histórico e investimentos para o presente e futuro

Aeroporto de Congonhas comemora 90 anos com preservação do patrimônio histórico e investimentos para o presente e futuro

Aena avança com investimentos de mais de R$ 2 bilhões para modernização e ampliação do terminal até 2028

O Aeroporto de Congonhas completa 90 anos neste domingo (12) preservando seu patrimônio histórico e avançando com investimentos no presente e no futuro para se consolidar, cada vez mais, como o aeroporto mais estratégico da malha aérea nacional, com foco em eficiência, pontualidade e conforto aos passageiros. Administrado pela Aena, maior operadora aeroportuária do Brasil e do mundo, desde outubro de 2023, Congonhas equilibra tradição e modernização em um novo ciclo de desenvolvimento.

Para comemorar as nove décadas de Congonhas, a Aena realizou nesta quinta-feira (9) um evento comemorativo no Pavilhão de Autoridades, reunindo autoridades municipais, estaduais e federais, além de companhias aéreas, trade turístico e imprensa, dando início às celebrações oficiais do aniversário.

Como parte das comemorações, também haverá uma exposição de fotos históricas do aeroporto, com 10 painéis organizados por décadas, que retratam a trajetória e a evolução de Congonhas ao longo dos anos. A mostra foi apresentada na cerimônia de celebração dos 90 anos de Congonhas e na sexta-feira (10) será instalada no terminal, podendo ser visitada pelos passageiros, acompanhantes e comunidade aeroportuária.

“Inspirador por sua história e essencial para o presente e o futuro da aviação brasileira, Congonhas é um ativo estratégico para a Aena e para o país. Estamos orgulhosos de liderar essa transformação, que respeita seu legado e projeta o aeroporto para um novo patamar de qualidade, inovação e eficiência”, afirma Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.

Localizado no coração da capital paulista, Congonhas é também um vetor econômico: cerca de 10% do PIB nacional é gerado em um raio de 15 km do aeroporto. O terminal movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, mais de 65 mil por dia, opera aproximadamente 540 voos diários para 45 destinos e emprega mais de 8 mil pessoas, direta e indiretamente, além de abrigar atualmente cerca de 100 operações comerciais.

Patrimônio histórico e cultural

Inaugurado em 12 de abril de 1936, o aeroporto é um marco arquitetônico que combina inspiração art déco com influências da arquitetura moderna, em projeto assinado por Hernani do Val Penteado e Raymond Alberto Jehlen. Muito além da sua relevância operacional, Congonhas abriga um acervo artístico de grande valor histórico e cultural.

Como parte do compromisso com a preservação desse patrimônio, a Aena já realizou o restauro do Pavilhão de Autoridades, incluindo áreas estruturais e mobiliário. Em breve, também deverá ser iniciado o restauro de importantes obras, como o mural “Os Trabalhadores”, de Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, que ocupa 3,5 metros de altura por 16 metros de comprimento no Pavilhão de Autoridades. O espaço também conta com oito espelhos decorados pelo arquiteto francês Jacques Monet. No saguão central, será feita a recuperação de um painel de madeira do mesmo artista, que apresenta um mapa do Brasil que celebra a riqueza da fauna e flora nacionais. São apenas alguns exemplos do acervo do aeroporto.

Além disso, o hangar tombado vai ganhar vida e poderá ser visitado por todos os passageiros. Utilizado até então como centro de manutenção de aeronaves, com acesso restrito, depois de restaurado, o local irá abrigar a nova sala de embarque remoto. Com estrutura de madeira tri articulada da década de 1950, o hangar é um exemplar único de uma técnica construtiva rara em São Paulo, um marco técnico e histórico preservado no aeroporto.

Transformação em curso

A Aena está investindo mais de R$ 2 bilhões na modernização de Congonhas, com a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, mais que dobrando a área atual, de 45 mil m² para 105 mil m². As melhorias já em andamento incluem ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, novas salas VIP, melhorias no sistema viário e intervenções para aumentar a fluidez e o conforto dos passageiros.

“O Aeroporto de Congonhas tem uma relevância única para São Paulo e para o Brasil. Os investimentos que estamos realizando vão elevar significativamente a experiência dos passageiros e a eficiência operacional, preparando o terminal para as próximas décadas”, destaca Kleber Meira, diretor-executivo do Aeroporto de Congonhas.

Os passageiros contarão com espaços ampliados, conforto e novas ofertas comerciais, em mais de 20 mil m² destinados a lojas e restaurantes, capazes de elevar a experiência dos viajantes ao padrão que a cidade de São Paulo merece. Além disso, 19 novas pontes de embarque, o aumento de 30 para 37 posições de estacionamento e a melhor circulação das aeronaves, com 215 mil m² de pátio de manobra, vão proporcionar maior acessibilidade, pontualidade e comodidade no acesso às aeronaves.

Além do Aeroporto de Congonhas, a Aena realiza obras de ampliação e modernização em outros 10 aeroportos nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O BNDES aprovou, em dezembro de 2025, apoio no valor total de R$ 4,64 bilhões para a Aena realizar as obras nos 11 aeroportos. O apoio do BNDES incluiu R$ 4,24 bilhões com a subscrição de debêntures e financiamento via linha Finem de R$ 400 milhões. Do valor total, R$ 2 bilhões foram destinados ao Aeroporto de Congonhas.

Nova fase comercial

Com a expansão do terminal, Congonhas também passará por uma profunda transformação em sua estratégia comercial. A área bruta locável (ABL) será ampliada de cerca de 10 mil m² para mais de 20 mil m², com lojas maiores e um novo conceito de curadoria de negócios. Nas próximas semanas, a Aena abrirá a concorrência para ocupação dos espaços comerciais do futuro terminal.

Segundo o diretor comercial da Aena Brasil, Juan José Sánchez, o novo modelo prioriza a experiência do cliente e a diversificação da oferta. “A gastronomia terá papel central, com conceitos que vão além da praça de alimentação, incluindo restaurantes sofisticados, fast casual, cafeterias flagship, bares premium e opções de alimentação saudável”, afirma..

O varejo também será reposicionado, com crescimento de 131% na área destinada a lojas. O mix incluirá desde marcas de alto luxo e luxo acessível até operações de conveniência, livrarias, vestuário e cosméticos. A proposta é transformar Congonhas em um polo de consumo comparável a grandes centros comerciais urbanos e de aeroportos internacionais.

Combinando tradição, inovação, cultura e eficiência, o Aeroporto de Congonhas chega aos 90 anos preparado para um novo ciclo de crescimento. A modernização em curso preserva sua história e também reposiciona o terminal como referência em qualidade de serviços, experiência do passageiro e integração com a dinâmica econômica de São Paulo e do Brasil.

Metrô de Recife: Proposta vai à audiência com previsão de contrato em 2027

Metrô de Recife: Proposta vai à audiência com previsão de contrato em 2027

O poder público tenta viabilizar a assinatura da concessão do sistema metroferroviário do Recife no primeiro trimestre de 2027. A previsão foi apresentada pelo secretário de Projetos Estratégicos do estado, Rodrigo Ribeiro, durante audiência pública destinada à apresentação da proposta.

O encontro reuniu representantes do governo estadual, do governo federal e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), responsável pela estruturação da iniciativa. Integrantes da sociedade civil se manifestaram ao longo da audiência, com críticas ao formato proposto, classificado por parte dos presentes como uma privatização do sistema.

Não houve contribuições por parte do mercado, mas, segundo apurou a Agência iNFRA, há um descontentamento com o valor do aporte federal de R$ 4 bilhões previsto para o projeto, considerado muito abaixo do necessário.

Sobre os trabalhadores, representantes do governo afirmaram que os servidores da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), estatal federal atualmente responsável pela operação, serão mantidos como funcionários públicos federais. Segundo informações apresentadas na audiência, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos conduz estudos para definir um plano de alocação desses trabalhadores após a transferência das atividades.

No passado, o governo já realizou a privatização da CBTU em Minas Gerais, com concessão à iniciativa privada dos serviços prestados no metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O leilão foi feito ainda sob o governo Bolsonaro, em dezembro de 2022, e a assinatura ficou pendente para o governo Lula. Apesar de protestos de trabalhadores, o projeto foi concretizado pela gestão petista.

Modelagem

O sistema operado pela CBTU em Pernambuco atende aos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho. A rede é composta por três linhas em funcionamento, 36 estações e 71,5 quilômetros de extensão, sendo 37,8 quilômetros de vias eletrificadas e 33,7 quilômetros não eletrificadas. A concessão prevista abrange a totalidade dessas linhas.

A modelagem prevê a transferência dos ativos da Superintendência Regional do Recife da CBTU para o governo de Pernambuco. Após essa etapa, o estado ficará responsável por conceder à iniciativa privada a gestão, a operação e a manutenção da malha metroferroviária por meio de contrato com duração de 30 anos.

Os estudos apontam a necessidade de R$ 3,47 bilhões em investimentos para obras civis, aquisição de material rodante, modernização de sistemas e melhorias de infraestrutura. Parcela relevante desses recursos deverá ser viabilizada por aportes públicos vinculados ao cumprimento de marcos técnicos de execução ao longo do contrato.

A União se comprometeu a destinar até R$ 4 bilhões para obras de requalificação após a assinatura do contrato e prevê aporte adicional de até R$ 167 milhões para intervenções emergenciais antes da concessão.

As despesas operacionais ao longo dos 30 anos foram estimadas em R$ 8,64 bilhões. A concessionária será remunerada por meio de uma tarifa por passageiro transportado, composta pela tarifa pública paga pelos usuários e, quando necessário, por contraprestação pública destinada a assegurar o equilíbrio econômico-financeiro e a modicidade tarifária.

Fonte: Agência Infra