Empresa pública realiza atividades regulares para avaliar a emissão da chamada “fumaça preta”. Cerca de 99% dos veículos que passam pelos portos de Paranaguá e Antonina estão em conformidade com a lei

De janeiro até junho deste ano, mais de 2,5 mil caminhões que passaram pelos Portos do Paraná foram monitorados para avaliar a emissão da chamada “fumaça preta”. Os resultados, divulgados nesta segunda-feira (8), mostram que 99% dos veículos abordados estão regulares e emitem volumes de partículas inaláveis dentro do nível permitido por lei.

 “O objetivo é conhecer, controlar e monitorar a qualidade do ar. Assim, é possível pensar em alternativas para reduzir a poluição atmosférica e, consequentemente, cuidar de questões de saúde pública e meio ambiente”, explica o diretor ambiental da empresa pública, João Paulo Santanna.

Todos os meses, são monitorados cerca de 400 veículos movidos a diesel em Paranaguá e 30 em Antonina. “Percebemos que os caminhões que chegam para descarregar são, relativamente, novos e com a manutenção em dia”, conta o gestor ambiental Marcelo José Müller, um dos responsáveis pelo programa.

METODOLOGIA– O monitoramento de “fumaça preta” integra o Programa de Gerenciamento das Emissões Atmosféricas e avalia a concentração média de partículas inaláveis geradas a partir da queima de combustível que ficam suspensas no ar.

Para a medição é utilizada a Escala de Ringelmann, uma metodologia que usa um cartão com cinco tonalidades de cinza e compara a densidade da fumaça emitida com os padrões de cinza impressos. Os tons 1 e 2 são os considerados em conformidade com a legislação e o 3, 4 e 5 estão em desconformidade.

Foto: Claudio Neves

Foto: Claudio Neves

 “Na prática, o observador analisa a fumaça que saí do escapamento do caminhão e compara com a tabela dos tons de cinza que estão na escala de Ringelmann, a partir disso se tem o resultado”, explica o gestor ambiental.

Müller conta ainda que, em breve, o programa terá ações específicas com os caminhões que circulam apenas dentro da cidade Paranaguá. “São veículos mais antigos que muitas vezes não estão com a manutenção em dia. Daí a necessidade de focar o monitoramento de fumaça preta nesses caminhões”.

Os Portos do Paraná também monitoram as emissões de fontes fixas, como equipamentos envolvidos nas operações de carregamento e descarregamento de mercadorias, geradores, guindastes, grabs e funis, bem como correias transportadoras e shiploaders. O foco é medir a emissão de poeira na movimentação de graneis, de gases e de fumaça por equipamentos envolvidos na operação portuária.

Relação dos programas ambientais ativos nos Portos do Paraná

 

·Programa de gestão ambiental;

·Programa de monitoramento da biota aquática e bioindicadores;

·Programa ambiental de análise de contaminação tecidual por metais pesados e hidrocarbonetos;

·Programa de manguezais;

·Programa de recuperação de passivos ambientes;

·Programa de monitoramento da água subterrânea;

·Programa de gerenciamento de resíduos sólidos;

·Programa de gerenciamento de efluentes121;

·Programa de gerenciamento das emissões atmosféricas;

·Programa de gerenciamento da emissão de ruídos;

·Programa de monitoramento da qualidade das águas;

·Programa de monitoramento da qualidade dos sedimentos;

·Programa de verificação do gerenciamento da água de lastro;

·Programa de controle de proliferação de vetores;

·Programa de gerenciamento de tráfego;

·Programa de monitoramento da atividade pesqueira;

·Programa de comunicação social;

·Programa de educação ambiental.